Poderia olhar o alto e não me admirar?
Estrelas brilhar tão longe, onde não posso alcançar.
Há uma Força acima de todos nós,
que mantém átomos unidos,
que permite que corações se liguem,
que nos faz ser contidos,
que impede que algumas pessoas briguem.
que nos impulsiona ao infinito.
Há uma Força de onde vem o amor,
que fortalece almas contra o pavor,
que ensina e reconcilia,
que ilumina e faz companhia.
Há uma Luz que esclarece o caminho,
que faz você não se sentir nunca sozinho.
Há uma paz que vem do alto,
nos momentos em que só se quer ficar calado.
Existe uma sincronia na natureza,
uma dança rítmica, uma proeza.
Animais, plantas e minerais unidos,
trazendo vida a esse mundo tão sofrido.
Um amor tão palpável, um sentimento feliz,
uma redoma de coisas boas desce sobre mim.
Agradeço a essa Força que me vivifica dia após dia,
que me dá ânimo para seguir e alegria.
Que me deu tanto numa vida tão curta,
serei cobrada, sem sombra de dúvida,
mas agradeço a esse Ser que me acompanhou,
que me inspirou todos os dias com esse amor.
Agradeço a Deus pelas minhas conquistas.
Agradeço ao Pai pela minha vida.
Nana Rothhaar
É aqui onde exponho ideias, pensamentos, textos próprios (na grande maioria das vezes) e de outros autores. Enjoy it thinking with me!
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Vê se entende!
Quer saber?
Eu não tô ligando pra você
nem pra seu jeito chato de achar que pode me manter.
Não são abraços e braços que me farão ser sua.
Não sou de ninguém, sou de mim.
Não gosto de ser marcada como propriedade.
Façamos assim:
se eu te der bola você aproveita
se eu olhar pro outro lado, vê se respeita!
Não gosto de ciúmes bobos sem razão.
Quem te deu o direito de achar que te devo consideração?
Já te dei muita explicação, já imaginei uma situação,
já me arrependi de coração, e não te devo mais nada, não!
Entenda que não quero te magoar.
Não quero dizer mais um "Não".
Não sabe como me corta o coração!
Fico pensando que poderia ser eu.
Mas você não entende que não quero isso agora.
Nem mais tarde e talvez em nenhuma hora.
Só perceba por favor todos os meus sinais.
Não queria te falar em palavras normais.
mas se preciso for terei que ser clara.
Não pretendo ficar com você,
vê se entende, cara!
Eu não tô ligando pra você
nem pra seu jeito chato de achar que pode me manter.
Não são abraços e braços que me farão ser sua.
Não sou de ninguém, sou de mim.
Não gosto de ser marcada como propriedade.
Façamos assim:
se eu te der bola você aproveita
se eu olhar pro outro lado, vê se respeita!
Não gosto de ciúmes bobos sem razão.
Quem te deu o direito de achar que te devo consideração?
Já te dei muita explicação, já imaginei uma situação,
já me arrependi de coração, e não te devo mais nada, não!
Entenda que não quero te magoar.
Não quero dizer mais um "Não".
Não sabe como me corta o coração!
Fico pensando que poderia ser eu.
Mas você não entende que não quero isso agora.
Nem mais tarde e talvez em nenhuma hora.
Só perceba por favor todos os meus sinais.
Não queria te falar em palavras normais.
mas se preciso for terei que ser clara.
Não pretendo ficar com você,
vê se entende, cara!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Para você
Sinto falta de estar com você, seu bobo!
De ver sua irritante jovialidade condenando minha paz.
De ver seu sorriso maléfico de criança travessa.
De enxergar em você uma alma complementar à minha velha alma cansada.
De ver sua busca por um carinho especial que eu mesma nunca canso de procurar.
De te impedir de fazer algo estúpido e sem noção.
De ver especulações sobre nós quando já pense e te repensei tantas vezes...
Sinto falta de você agora, do seu abraço esmagador.
De correr pelas escadas. Não, disso não sinto falta.
Mas sinto falta de ver sua expressão sem graça
olhando para os lados e abanando as mãos.
Sinto não ter dito todas as vezes, mas percebi agora.
Percebi que sinto tanto carinho por você, seu idiota,
como nunca senti por nenhuma criança.
Que te vejo como amigo, como irmão,
como companhia para as horas muito sérias para suportar.
Sinto que isso pode mudar, mas não quero que mude.
Não quero tornar essa doce brincadeira séria e constrangedora.
Quero rir com você das bobagens do dia-a-dia.
Olhar seus estranhos olhos azuis mudando de cor e tirar sarro da sua cara.
Quero te ignorar quando quiser, dar uma de ciumenta sem parecer chata.
Pegar no seu pé porque está sempre agindo como um menininho.
Te olhar sem ter medo de te enxergar e sem ter medo do que posso mostrar.
Nana Rothhaar
De ver sua irritante jovialidade condenando minha paz.
De ver seu sorriso maléfico de criança travessa.
De enxergar em você uma alma complementar à minha velha alma cansada.
De ver sua busca por um carinho especial que eu mesma nunca canso de procurar.
De te impedir de fazer algo estúpido e sem noção.
De ver especulações sobre nós quando já pense e te repensei tantas vezes...
Sinto falta de você agora, do seu abraço esmagador.
De correr pelas escadas. Não, disso não sinto falta.
Mas sinto falta de ver sua expressão sem graça
olhando para os lados e abanando as mãos.
Sinto não ter dito todas as vezes, mas percebi agora.
Percebi que sinto tanto carinho por você, seu idiota,
como nunca senti por nenhuma criança.
Que te vejo como amigo, como irmão,
como companhia para as horas muito sérias para suportar.
Sinto que isso pode mudar, mas não quero que mude.
Não quero tornar essa doce brincadeira séria e constrangedora.
Quero rir com você das bobagens do dia-a-dia.
Olhar seus estranhos olhos azuis mudando de cor e tirar sarro da sua cara.
Quero te ignorar quando quiser, dar uma de ciumenta sem parecer chata.
Pegar no seu pé porque está sempre agindo como um menininho.
Te olhar sem ter medo de te enxergar e sem ter medo do que posso mostrar.
Nana Rothhaar
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Onde eu estava?
Onde foi parar minha adolescência?
Eu era criança até um dia desses e hoje sou adulta.
Não saí com meus amigos,
meu pai não foi me buscar até a meia noite,
não levei bronca por tirar nota baixa,
não namorei com um garoto gente boa.
Não pintei o cabelo de uma cor estranha.
Não dormi na casa de uma amiga.
Não troquei de celular três vezes no ano.
Não briguei com ninguém na rua.
Não tive as roupinhas da moda.
Não precisei viver de mesada e pedir dinheiro adiantado a minha mãe.
Minha mãe nunca me deu uma bronca justa que eu achasse injusta.
Eu que geralmente precisei ensiná-la algo.
Eu que fiz planos e paguei contas,
que a levei para passear, que paguei o lanche,
que decorei as senhas e as datas,
que arrumei a casa toda sem reclamar,
que resolvi todos os problemas,
que fui sempre responsável,
que sonhei com os pés no chão.
Eu que estudei e passei de ano,
que nunca precisei de empurrão,
que planejei minha vida sem precisar de opinião.
Onde ficou a época de erros e de bobagens?
Onde eu estava quando era pra estar levando puxões de orelha?
O que estava fazendo quando era para estar me divertindo?
Por que minha vida passou
e eu não consegui fazer nada e tanto ao mesmo tempo?
"Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem"...
Nana Rothhaar
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