Os primeiros amores são tão lindos e puros como o mais puro sentimento
que nasce como uma nuvem num dia meio turbulento.
Surge meio de mansinho como quem está desconfiada
e cresce mais um pouquinho, dá até uma trovoada,
e às vezes vai como veio, ou também pode demorar
e são sempre os mais eternos, calorosos, o que nunca vão acabar.
São também os mais dolorosos, nunca achamos que vai doer tanto,
ou fazer sofrer, ou fazer amar assim.
E quando eles acabam, sempre será o fim.
E nunca será de verdade, porque amor amadurece com a idade.
O coração sempre será ingênuo quando se trata de paixão,
mas a mente coloca freio para não entrar na contramão.
Amar é uma dádiva de Deus que nos aproxima do Céu.
É tão forte e resistente como tinta no papel.
Os primeiros são inesquecíveis como o andar, o falar, o pensar.
Por mais que surjam mais outros, ele sempre estará lá...
Nana Rothhaar
Às vezes está tudo bem e de repente não está mais.
A euforia geralmente vem acompanhada de desgaste e posterior apatia.
As energias se esvaem, tudo volta pra inércia, sem ardor, sem pressa...
Como se fosse bom demais para ser verdade,
como se tivesse vindo pra deixar saudade.
Tudo está a mil e de repente tudo acabou, fugiu.
Um grão é suficiente para que haja precipitação.
Ele é a diferença entre o equilíbrio e a saturação.
Nana Rothhaar