segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vazio de Mim

Sempre tive um pouco de medo de lutar e acreditar que posso mudar. Sempre tive cautela demais, ousadia de menos, expressões a mais, um cérebro lento. Sempre sonhei com coisas que não poderia ter, de um jeito que não poderia ser. Vivi sombreada pelo sucesso de outrém, nunca soube ir além. Queria sorrir, sair me divertir. Queria ser feliz. Ouvi falar de uma felicidade que não se importa com tamanho ou idade. Que aparece e acaba com qualquer dificuldade. Ouvi falar que ela preenche, completa, surpreende, afeta. Não sei se já senti algo igual. Tudo que sinto é meio banal. Nunca fui de fortes emoções, de palpitar corações, de provocar sensações. Passei meio despercebida por aí. E daí? Não sei se saberia ser diferente. Acho que é uma coisa que nasce com a gente. Não me apego com facilidade. Não vivo de futilidade. Não consigo nem chorar. Pareço vazia como uma sala vazia de estar. Sofro no meu quarto parado, sem porta retratos, sem recordação. Sofro demasiadamente rápido, sem provocar alteração. E continuo assim, sem progredir sem me re-inventar. O que é bom é bom, e como não sou não posso durar.

Nana Rothhaar

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Confusão ou falta de emoção

Confusão ou falta de emoção?
Sentimentalismo fugaz,
coisas que rapidamente ficam para trás.
O que posso esperar de você?
Até onde posso ir sem te machucar?
É isso que realmente importa,
só não queres falar!
Não queria ter te apaixonado,
nem queria ter te magoado.
Procuraste algo em mim
que nem queria de verdade no fim.
Porque se iludir?
Só feres a ti!
Sabes que nada te prometi.
Não fiz juras mentirosas, não caí à tua porta
e porque vieste atrás de mim?!
Não sabias o que sentia e tentou descobrir.
Procurasse antes inferir
para não precisar correr,
para não precisar fugir.

Nana Rothhaar

domingo, 30 de outubro de 2011

Escritos...


Achava que inspiração era bobagem
Escrevia quando dava vontade.
Nunca me importei com metrificação,
Nem com coisas nas quais falte emoção.
Prefiro que as palavras escapem de mim
Em um turbilhão, numa multidão.
Faz tempo desde quando escrevi
e não é porque não quis.
Faltava um sentimento forte o suficiente,
que estivesse latente, ardente,
suficientemente quente.
Senti solidão, amor, carinho, dor
mas nada que superasse o torpor.
Mudei de opinião.
Percebi que escrevo com o coração,
esteja ele sorrindo ou não.
Vivendo em alegria ou desilusão.

Nana Rothhaar

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Coisas intencionais ou acidentais


Quando a intenção não é dizer o que se sente e mesmo assim se diz, é acidente.
Quando a intenção é fazer o outro pensar que se falou por acidente, é estratégia.
Quando a intenção é fazer o outro pensar que se falou por acidente e se consegue, é persuasão.
Quando a intenção é dizer, mas não saber como, é dúvida.
Quando se deixa o outro perceber que se falou intencionalmente, mas querendo que parecesse acidental é idiotice.

Nana Rothhaar

domingo, 18 de setembro de 2011

O que quis dizer com meu silêncio


Você não entendeu o que eu quis dizer com meu silêncio.
Quis dizer que te superei.
Quis dizer que você deixou de ser importante da forma que importa.
Quis dizer que agora não te sinto em meu coração
e que a partir de hoje tento te desligar do meu orgulho.
Quis dizer que hoje percebi o quanto tudo não foi tão importante.
Que você não me afetou mais que as minhas lembranças.
Que você não me afetou mais que meus anseios.
Quis dizer que pode ser indiferente.
Serei eu equivalente.
Quis dizer que penso em ti como um amigo.
Não espere mais que isso.
Não sei se você já entendeu o que quis dizer com meu silêncio.
Se não, infelizmente pra você.

Nana Rothhaar

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sozinha


Vivo porque amo viver.
Vivo porque agora não preciso de você.
Amo-me, por isso me libertei de ti.
Saí porque não aguentava mais ficar aqui.
Orei pedindo pra esquecer.
Sorri porque minha graça conquistei.
Chorei de alegria por perceber
que estava bem, sozinha, sem te ter.
E agora vou aliviada por poder ir
Sigo em paz, SOZINHA E FELIZ!!

Nana Rothhaar

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Chorar é Lindo


Chorar é lindo, pois cada lágrima na face
são palavras ditas de um sentimento calado.

Pessoas que mais amamos, são as que mais magoamos
porque queremos que sejam perfeitas,
e esquecemos que são apenas seres humanos.

Nunca diga que esqueceu alguma pessoa, ou um amor.
Diga apenas que consegue falar neles sem chorar,
porque qualquer amor por mais simples que seja,
será sempre inesquecível...

As lágrimas não doem...
O que dói são os motivos que as fazem caírem!
Não deixe de acreditar no amor,
mas certifique-se de estar entregando seu coração
para alguém que dê valor

aos mesmos sentimentos que você dá,
manifeste suas ideias e planos,
para saber se vocês combinam,
e certifique-se de que quando estão juntos
aquele abraço vale mais que qualquer palavra...

MÁRIO QUINTANA

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Lembrete

Fica um lembrete aos insensíveis:
Os inocentes a qualquer momento viram senhores do seu destino.
Modificam sua estrutura e agem desesperadamente.
Ou calculadamente, sarcasticamente, irreversivelmente.

 Nana Rothhaar

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Como quiser Interpretar


Na solidão dos meus pensamentos digo ao mundo o que não sinto.
Não sinto amor nem ódio. Nem ao menos saudade do que ficou.
Não vejo saídas prováveis pra coisas que o tempo não apagou.
Não, não me sinto bem nem mal, nem sinto fúria ou alegria.
Sinto uma dor pulsante misturada com agonia.
Arrependimentos do passado, coisas que não consegui deixar.
Se esvai entre meus dedos a esperança de com tudo acabar.
É tristeza, descontentamento, o nome que quiser dar.
Não sei bem o que sinto e, pra mim, pouco importa falar.

Nana Roth

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

É mais que sua ausência aqui


Não é não te ver.
É mais que sua ausência aqui.
É tua ausência em mim que me incomoda.
É não saber quanto tempo você durará em meu coração.
É não saber se vou tremer ao te olhar.
É não saber se vou continuar te dedilhando em meus pensamentos.
É ver que a cada dia sua lembrança é mais remota.
É sofrer por imaginar que meu eu vai te expulsar.
É duvidar do meu sentimento.
É me desesperar quando meu coração nota outras pessoas.
Não é simplesmente não te ver.
É sofrer com medo de me fazer te perder.

Nana Rothhaar

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Não me foi permitido fazer nada

A chuva cai torrencialmente lá fora
e isso me separa de você.
Não é minha culpa, nem sua entretanto.
Parece um complô para nos afastar.
Não me foi permitido ir ao seu encontro.
Não verei seus olhos, não ouvirei sua voz,
não estarei ao seu lado, não dormirei em paz.
Meu coração se contrai,
minha mente grita tão alto minha revolta
que receio ser ouvida.
Não me foi permitido te ver,
só me foi permitido sofrer.

Nana Rothhaar...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sem saco para filosofar

É tudo perda de tempo.
Tentar esquecer um sentimento,
deixar de viver um momento,
esperar por um esclarecimento
ou por um consentimento.
É tudo perda de tempo.
Ficar esperando um sinal,
quando uma atitude é simplesmente banal.
Achar que tudo vai bem,
quando na verdade tudo vai mal.
Ah! como é chato esperar seu momento chegar.
Ver a vida passar e não saber aproveitar.
Passar por cima de si
por medo de a outrém ferir.
É chato ser infeliz
ainda mais quando só se sabe ser assim.
Mas pretendo mudar,
jogar tudo pro alto sem me importar.
Quero ver minha vida girar.
Vamos ver onde ela vai parar...

Nana Rothhaar

domingo, 7 de agosto de 2011

Poesia Particular


Você é o grito que ressoa em meus ouvidos a me espantar,
é o silêncio incessante a me pressionar,
é a chama que me queima para renovar.
É a dor que senti sem reclamar,
o alívio que chegou para abrandar.
A surpresa que surgiu pra me encantar,
a leveza que senti ao flutuar,
o carinho que doei sem nem notar,
a centelha que iluminou uma vida de pesar
a ferida que curou, mas deixou cicatriz em seu lugar.
És minha poesia não escrita.
Tudo que sempre soube sentir, mas que nunca soube expressar

Nana Rothhaar

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Salvação



Meu coração está desolado, arrasado, afundado, sinto como se o chão me tivesse sido arrancado de sob os pés. Minh'alma se afunda em mim, e as minhas pernas pesam sob meu corpo leve. Sinto o coração acelerar e se chocar contra minhas costelas que agora parecem quebradiças. Todo meu eu se anuviou e meus olhos se turvam com as lágrimas teimosas que tento engolir. Minhas mãos trêmulas não conseguem traduzir em palavras o que se passa dentro de mim. É como se tudo que eu concretizei em meus pensamentos fosse levado pela fina chuva que cai lá fora. Mas quem me dera que em mim houvesse uma fina chuva. Há uma torrente que arrasta tudo de concreto que pintei em meus doces sonhos. É avassalador, desconhecido, desastroso. Mas há sempre uma luz. Por mais oculta que pareça. Ouvi palavras doces e amistosas. Aquelas que nunca pensei ouvir, de uma fonte que nunca pensei existir. A vida é realmente surpreendente e esse é um dos clichês mais verdadeiros existentes.

Nana Rothhaar

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ignorar-me

A angélica forma de olhar, de se expressar, de se movimentar.
O jeito doce de falar, de se comunicar...
A atenção que transmite ao piscar devagar
e tudo mais que não tenho coragem de falar.
A serena forma de... me ignorar.
O silêncio ao me fitar, a inexpressiva maneira de me cumprimentar
fizeram-me olhar para o lado em um momento de desagrado
e pude perceber o que ia além de você.
Uma personalidade, a meiga jovialidade e a amizade a engatinhar.
Ah!, como eu quis acreditar!
Como fui boba ao me deixar contagiar.
No fim não foi nada além de ilusão.
De ambos os lados lançaram-me adagas no coração
sem que eu pudesse evitar. Como foi triste ter que enxergar.
Vou ter que viver só e assim mesmo tentar me recuperar.

Nana Rothhaar

domingo, 3 de julho de 2011

Escrevo sobre coisas que conheço, que sinto, que vejo. Ou não faço.
Pode ser sobre coisas alegres, tristes, coisas das quais me agrado.
E hoje falo de você. Não era pra ninguém saber, mas mesmo assim vou dizer.
Ainda não é algo que está em meu coração; se passa na minha mente.
Meu pequeno ciúme é fruto da velha possessão.
Após o "fatídico" dia, o qual venho sempre a recordar, não consigo parar de pensar...
Não é tão gracioso nem belo, nem me faz ficar presa a seus olhos como a um elo,
mas é encantador com seu próprio jeito de ser; percebi isso repentinamente, sem querer.
É mais forte e decidido - isso é apenas o que tenho visto, não tirem conclusões pelo que digo.
Não o conheço, não o mereço, logo digo o que vejo, o que imagino, o que acredito.
Às vezes minha mente faz isso comigo.
Ah! que sarcástico! Já cheguei a ficar constrangida, mas jamais me dei por vencida.
O de outrora jamais faria isso. É o que penso, cá comigo.
Enfim, em suas semelhanças são diferentes, dão um nó na cabeça da gente.
Do carinho ao sarcasmo, da intensidade à clareza,
da calma à indagação, da simplicidade à explosão.
São tão próximos e tão distantes, como as coisas que se passam em meu coração.

Nana Rothhaar

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Olhos Castanhos de Mel

Não são seus outros atributos, é apenas seu olhar.
Olhos doces, olhos castanhos de mel, olhos sutis como o azul do céu.
Olhos de perdão, de compaixão, de compreensão.
De entendimento, de comprometimento.
Perdi-me na intensidade do seu olhar a me fitar, a me fixar no meu lugar.
Olhos que têm o poder de me fazer levitar.
Nesses não há segredos ocultos como os de outrora.
Não há mistérios insondáveis nem sentimentos incontáveis.
São lagos rasos, não mares turbulentos.
São pontos de calmaria, não templos barulhentos.
Os amo como ao amor. Ambos me transmitem calor.
Ah! que olhos compassivos! Não canso de dizer isso.
Olhos de acalento, de arrebatamento.
Condescendentes, benevolentes.
Os amo como amo amar. É complicado explicar.
Não é coisa de se falar, é de se sentir.
E eu nunca me senti assim...

Nana Rothhaar

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Já havia me prometido que me arrependeria pelo que fiz
ao invés do que não fiz.
Seria melhor dizer que fiz o que tinha de ser feito.
Seria melhor poder ter feito de tudo, ou de quase tudo.
Havia prometido que me jogaria em todas as situações de corpo e alma.
Não consegui me jogar nem de mente.
Prometi ainda que faria de tudo para tentar ser feliz.
Mas a minha felicidade é subjetiva.
Subjetiva e utópica.
Prometi que tentaria não errar.
Esse foi um grande erro.
Prometi não chorar por tolas emoções.
Talvez eu esteja chorando por não poder sentir nada agora.
Prometi que seria forte e enfrentaria a vida calmamente.
Ainda ontem gritei para o mundo a minha revolta.
Prometi também que nunca mais pensaria tanto antes de agir.
E deixei escapar muitas boas oportunidades por não insistir.
Hoje me prometi nunca mais fazer promessas.
E isso foi o melhor que fiz.

Nana Rothhaar

sábado, 9 de abril de 2011

Somos quem podemos ser


Vivemos para agradar, para nos mostrar, para aceitar.
Vivemos para sorrir, para fingir e mentir.
Porque não vivemos como queremos, vivemos como precisamos.
Qual de nós fala tudo que pensa? Nenhum de nós.
Às vezes não admitimos certas coisas nem para nós mesmos.
Vou virar a mesa e entregar os pontos vencidos.
Vou buscar outros, mais interessantes.
Esse valores estão ultrapassados e subjetivos.
Quero objetividade, alegria, felicidade.
Vamos nos divertir sem ter medo de sentir,
sem precisar fingir ou fugir.
Esse modelinho está nos corroendo.
Vamos sacudir a ferrugem e deixar nosso interior brilhar a mostra.
Somos quem podemos ser, somos quem aprendemos a ser
vamos nos deixar viver.

Nana Rothhaar

quarta-feira, 23 de março de 2011

Eram meus sentimentos, melhor dizendo


Nunca achamos que certas coisas que não queremos que aconteçam acontecerão
e quando elas acontecem nos afundamos em frustração.
Acontece que muito disso é inevitável, não está em nossas mãos.
Oh! Deus como seria mais fácil se conseguíssemos enxergar o que podemos mudar
e que tivéssemos discernimento para nos conformar quando nada podemos fazer.
Isso é um tanto complicado de explicar, só quem sofreu por isso compreenderá.
Sabe a sensação de que tudo está firme em suas mãos e de repente se espatifa no chão?
E sabe tambem quando as coisas pareciam estar entrado no seu eixo
e quando você menos espera elas mudam e entram no eixo alheio?
E quando se tem certeza que tudo vai se encaixar e as coisas vão finalmente se acertar
e se vê tudo indo por água abaixo sem que se possa fazer nada para salvar?
Todos já devem ter passado por isso alguma vez e se não passaram vão passar.
Não estou agourando não, é que não está em nossas mãos!
Nem tudo vai sair como planejado e temos que nos preparar para imprevistos.
Talvez eu tivesse que ter mudado o que eu havia sido...
Não, não iria adiantar. Agora vejo que estava bem em meu lugar.
Outros é que estavam no lugar em que eu queria estar.
Dentro do seu coração que poderia ser meu, porque eu quis que meu coração fosse seu.
Dentro da sua mente e dos seus sonhos, dentro das expectativas que formulou;
agora vejo que não foi a mim que amou.
Estava me iludindo para meu próprio conforto, veja que gesto tolo!
Estava empurrando para você expectativas que eram minhas,
agora vejo que preciso caminhar sozinha.
Imagine se pudesse ter sido de outra forma, em outro lugar ou em outra ocasião...
talvez fosse recíproco o que se passa em meu coração.
Mas nunca irei saber. Aconteceu o que tinha de acontecer.
Talvez um dia nos reencontremos e possamos dar vazão aos nossos sentimentos.
Aos meus sentimentos, melhor dizendo.


Nana Rothhaar :-(

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Não é o mesmo que amar

Às vezes me vejo arfar de emoção
quando sinto que tocaram o meu coração.
Pego-me pensando em você quando menos deveria;
não era isso que eu queria.
Sinto minha cintura queimar
onde no meu sonho você chegou a tocar.
Sinto meu coração disparar quando te ouço dedilhar
as cordas do seu violão.
Ah! sinto-me em ebulição.
Não estou apaixonada.
Na verdade, estou encantada, maravilhada.
Queria alguém como você,
que fizesse minha vida desaparecer com um olhar,
mas que diferente de todos pudesse realmente me conquistar.
Você não deixa meu coração completo,
não o faz disparar pelos motivos certos.
É uma pena que não possa dar certo.
Seria bom te ter, de tudo esquecer, mas não iria durar.
O que sinto é bom, mas não é o mesmo que amar.
Vou procurar alguém a quem possa me entregar.

Nana Rothhaar

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Te Olho nos Olhos - Ana Carolina

Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.

Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.

Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.

Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.

A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos seus passos.

Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!

Eu não vou renunciar a mim;

Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.

Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."

sábado, 29 de janeiro de 2011

No fim do dia...

No fim do dia era tudo exceto sobre amor.
Era sobre comoção, perdão, compaixão.
Era sobre aprendizados.
Podia ser sobre um rápido romance apaixonado.
Mas era sobre algo mais.
Algo como te fazer se sentir capaz.
Era sobre saber enxergar a pós-vida,
a pós-discussão, pós-tragédia, pós-miséria.
Era sobre compreensão.
Compreensão da razão e sobretudo da emoção.
Era sobre saber se desculpar e saber se culpar.
Era sobre abrir os braços e abraçar.
Era sobre olhar nos olhos e tudo querer enxergar.
Era sobre confiança.
Sobre deixarmos de ser criança.
Crianças esperneiam e choram.
Adultos choram, mas não esperneiam eles se importam.
Somos adultos e não finjamos o contrário.
Há tanto sobre perdas e felicidade.
Há tanto sobre coisas que levamos com dificuldade.
São coisas simples que conquistamos com emoção.
Há coisas simples que não perdoamos sem razão.
Se achamos a nossa vida muito ruim
que olhemos para o lado e abramos bem os olhos:
eles estão mais tristes que nós e ainda dizemos: "acha que me importo?".
Não sejamos tolos a ponto de culpar os outros pelo que nos acontece.
Não é nada sobre eles.
Não é nada além de ser sobre você.
No fim do dia é sobre saber se portar diante da vida.
No fim do dia é sobre saber sorrir quando poderíamos chorar.
No fim do dia é sobre se importar e consertar.
No fim do dia é sobre evolução e aprendizado.
No fim do dia não é sobre o tempo gasto.
É sobre o que fazer com o que temos em frente.
No fim do dia não é sobre amor.
É sobre viver diferente.

Nana Rothhaar

Não é por nada não

Não é por nada não.
Não é por nada que eu tenha feito.
Nem é por nada que você tenha querido fazer.
Nem por nada que deixamos escapar.
Não é por nada que eu goste,
ou que você não goste,
ou que nenhum de nós suporte.
Não foi por causa de outrém.
Na verdade não é culpa de ninguém.
São coisas involuntárias, surpreendentemente marcantes.
Pensando bem, não é não por nada não.
É por algo sim, assim, como você.
Sua respiração, emoção, seu sorriso convidativo,
olhar compassivo, emotivo, altivo.
É por cada diástole tola, cada sístole boba.
É que tudo fica importante de repente quando se trata de você.
Não é por nada não, mas preciso falar:
Não é por nada apenas que te amar.

Nana Rothhaar

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Já fiz um pouco de muito

Já fiz versos bonitos dos quais me orgulhei.
Já fiz rimas singelas as quais já descartei.
Já fiz poemas sem sentido para extravasar minha confusão.
Já escrevi textos tristes para espalhar minha frustração.
Já esbocei coisas alegres para fazer alguém sorrir.
Já escrevi sobre um amor que nunca sequer senti.
Já comecei  a escrever algo e bem no meio parei.
Já comecei a escrever coisas e só parei quando acabei.
Já escrevi fórmulas antigas que iriam a meu favor.
Já tentei encontrar uma nova fórmula para o amor.
Já tentei escrever apenas por inspiração.
Já ousei falar sobre coisas que se passavam em meu coração.
Já escrevi muita coisa para impressionar alguém melhor que eu.
Já ironizei alguém que achou que me venceu.
Já me fiz melhor do que o que realmente sou.
Já disputei com alguém que no fim me ultrapassou.
Já tentei provar pros outros o quão boa posso ser.
Já me fizeram ver que, para eles, pouco importa o que me vai acontecer.
Já tentei mostrar para o mundo o que se passa dentro de mim.
Já aconteceu de algumas dessas vezes não conseguir e mentir.
Já prometi umas coisas que sabia que não iria cumprir.
Já alcancei muitas metas que nunca achei que fosse atingir.
Já perdoi algumas pessoas que me fizeram muito mal.
Já tentei me perdoar por um erro acidental.
É! Já fiz muitas coisas que acabei de notar.
E espero ainda fazer, enquanto meu tempo durar.


NanaRothhaar!