Posso te pedir algo?
Não se apaixone por mim.
Nunca pensei que diria isso, mas precisa ser assim.
Não suportaria ver a dor em seus olhos doces
de quem nunca sofreu, ou ao menos nunca soube.
Peço que não se permita me amar,
pois certamente iria te magoar,
não consigo me entregar, me firmar.
Será que me acostumei a sofrer?
Será que não consigo achar outra forma de ser?
Preciso aprender a viver,
para só depois envolver você.
Nana Rothhaar
É aqui onde exponho ideias, pensamentos, textos próprios (na grande maioria das vezes) e de outros autores. Enjoy it thinking with me!
sábado, 22 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Arrependimentos
Coisas que fazemos pela primeira vez são marcantes.
O primeiro amor, o primeiro beijo, o primeiro arrependimento.
Tudo que nos acontece serve de lição.
Mas não significa que sempre será de um jeito fácil.
Às vezes olhos tão doces e puros e chocados te fazem querer chorar.
Te mostram como uma atitude pode destruir um mundo.
Saber pedir perdão é fundamental pra limpar essa mácula.
A segunda melhor sensação do mundo é a de ser acolhido por alguém.
A primeira é ser PERDOADO.
Nana Rothhaar
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Histórias
Algumas histórias servem de lembrança para algo bom que ficou pra trás.
Algumas são feitas para durar, e perdurar, e não acabar.
Outras servem para dar um aviso, ensinar coisas importantes.
E há aquelas que mostram onde não devemos mais falhar,
em que ponto devemos nos cuidar e começar a ignorar.
Servem para ensinar a se resguardar e não deixar rolar.
Que momentos passam e mágoas ficam, então é melhor não arriscar.
Ficam na memória para lembrar sempre que aquilo não podemos consertar,
que vai ficar lá, a martelar, a magoar, a empurrar memórias tolas na cabeça.
Que pena que não sou mais a mesma.
Ou não. Que ótimo que aprendi a não errar mais em vão.
Ou não em vão. Bom para me ensinar a não ceder mais a uma inútil emoção.
Nana Rothhaar
Algumas são feitas para durar, e perdurar, e não acabar.
Outras servem para dar um aviso, ensinar coisas importantes.
E há aquelas que mostram onde não devemos mais falhar,
em que ponto devemos nos cuidar e começar a ignorar.
Servem para ensinar a se resguardar e não deixar rolar.
Que momentos passam e mágoas ficam, então é melhor não arriscar.
Ficam na memória para lembrar sempre que aquilo não podemos consertar,
que vai ficar lá, a martelar, a magoar, a empurrar memórias tolas na cabeça.
Que pena que não sou mais a mesma.
Ou não. Que ótimo que aprendi a não errar mais em vão.
Ou não em vão. Bom para me ensinar a não ceder mais a uma inútil emoção.
Nana Rothhaar
domingo, 26 de agosto de 2012
O valor que as coisas têm
Creio que palavras são vazias até que sejam preenchidas com valor.
Atitudes têm preço, e pagamos caro por elas.
Amor não se compra; se recebe ou se dá, não se negocia.
Ganhamos quando vencemos, mas também quando perdemos,
e este último pode ser muito mais significativo se soubermos compreender.
Pessoas ferem outras pessoas e só o que podemos fazer é perdoar.
Amores se vão, retornam, ou não voltam e temos apenas que libertar.
Sofremos e sorrimos e isso nos torna fortes e imbatíveis.
Deixamos um rastro para trás, e bem ou mal nos tornamos imortais para alguém.
Somos tudo e nada, um ou todos e isso não importa muito.
O que importa é que sejamos diferentes, juntos ou separados,
não apenas mais um, ou uma multidão desordenada.
Que façamos a diferença e ajamos com firmeza,
pois não importa o valor que tenhamos.
O que importa é que não tenhamos preço.
Nana Rothhaar
domingo, 19 de agosto de 2012
Queria que soubesse
Só queria que você soubesse o quanto te amei,
o quanto te dediquei pensamentos soltos, e palavras doces.
O quanto esperei que você chegasse para me fazer sorrir,
o quanto sua presença foi agradável e me aliviou o peso que levava nas costas sozinha.
O quanto eu senti sua falta quando você se foi.
O quanto me senti decepcionada quando soube que nunca foi recíproco.
Só queria que você soubesse que ainda assim esperei que retornasse e me amasse.
Que me visse e recobrasse sua lealdade que de fato nunca foi minha.
O quanto sorri sozinha pensando que se arrependeria.
O quanto chorei quando me dei conta que você tinha ido para nunca mais voltar.
Só queria que você soubesse que apesar de ter te amado assim essa poema não é apenas seu.
Que minha capacidade de amar não é limitada
e que a capacidade das pessoas de me fazer sofrer também não.
Que meu coração já foi pisoteado não apenas por você.
Mas queria que você soubesse que me recuperei.
Meu coração bate forte e independente, livre, refeito e contente.
E apesar de sua presença ainda me incomodar ela não chega mais a realmente me afetar.
Nana Rothhaar
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Entendimento
E esse nó na minha garganta?
E essa vontade esmagadora de gritar tudo que não posso falar?
Essa rebeldia que teima em escapar quando o que eu mais quero é a afogar?
Porque não consigo me calar?
Ouvir sem reclamar, sem sentir minha língua inchar para falar?
Porque é difícil manter uma conversação com tanto drama nas mãos?
O que nos une além do amor e dessa falta de compreensão?
O que fizemos antes para receber essa forte e dura ligação?
Como abrir mão de quem sou para reconfortar a outrem?
Como manter abafado esse grito desafiador que me diz:
"Quem vai continuar me abafando? Quem?"
Como lidar com essa situação que não consigo mais levar?
Como se pode amar tanto alguém com quem se quer muitas vezes brigar?
Disseram-me que é falta de encaixamento.
Que vivo num mundo que não está ao meu contento.
Que estou presa entre muitos que não conseguem entender meu pensamento.
Sinto que é verdade e sei que não sabem quem sou eu.
Nem eu mesma sei porque nunca falei sobre mim pra alguém que me entendeu.
Estava tão bem, resignada, esquecida e feliz,
levada por um sentimento gratificante, como uma força-motriz.
Agora minhas desilusões estão prestes a desabar sobre mim,
fazendo-me relembrar tudo que empurrei pra fora pra poder ficar assim.
Não posso deixar isso acontecer. Tenho que tentar me libertar dessa prisão.
Não é fugir, não é gritar, é tentar contornar pela emoção.
Preciso ser uma companhia melhor.
Assim quem sabe não passa de fingimento a algo maior.
Uma boa convivência, que não seja de aparências e faremos as pazes.
Tudo que mais quero no mundo é que fiquemos bem, da melhor forma que formos capazes!
Nana Rothhaar
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Despedida
É neste papel em branco que escrevo meus últimos pensamentos frios,
congelados pela falta de esperança que deveria amaciar meu brio.
É aqui que se derramam palavras de um arrependimento macabro
gritado por uma voz amargurada, de uma garganta apertada por um laço.
É aqui que me despeço da minha dor violenta que me assombra e me arrebenta,
mando embora o sofrimento, cuspo fora o terror, que venha então a indulgência.
Não é tempo de morte ou separação, nem de perdas ou despedidas,
parto daqui sem vida, perdida quando se foi embora minha pouca emoção.
É tempo sim de recomeçar e escrever nova história de ganhos, alegrias e glórias
adquiridos pela força que conquistei com os sofrimentos de outrora.
É neste papel já escrito que me despeço de uma vida de pesar,
partido para uma nova jornada, para outra vida recomeçar.
Nana Rothhaar
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