terça-feira, 7 de outubro de 2014

Pai...

Pai... olha por aqueles dominados pela confiança.
Olha por aqueles dominados pelo sentimento de potência.
Olha pelos que se deixam consumir pela arrogância e pelo orgulho,
ou pela tristeza e pelo pesar...
Que se entregam a maus caminhas capinados por si próprios
tropeçando e decaindo, e não olhando ao redor...
Não enxergando que lhes chamam e lhes estende a mão.
Não aceitando seus defeitos nem a mudança de ação.
Olha pelos desvalidos, ricos de bens materiais 
e tão pobres de amor próprio que se acham banais.
Olha pelos que não enxergam Sua centelha em si
e se entregam aos martírios da vida por sua própria opção.
Abençoa-os, Pai, e os carrega para Ti. 
Os abraça e os aconchega junto ao teu coração.
Aceita essa singela prece e a leve até eles em forma de perdão...

Nana Rothhaar


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Amor de Deus (8)

A cada novo dia estamos a provar o amor de Deus
que vem pra nos tocar, nos libertar,
vem nos iluminar e nos esclarecer...
A cada amanhecer, a cada estrela a brilhar nos olhos
de quem decide enxergar a luz
e se entregar ao bem, ao Pai que nos conduz.

Vem devagarinho, sem pressa, sem correr, mas com coragem
acredite em si mesmo com esperança, 
e seguirá sem vacilar e com vontade...
Vem, não tenha medo, a fé te guiará ao infinito,
Jesus dará a mão e está contigo para guiá-lo a Deus


Nana Rothhaar

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Tempo

Tempo vai, tempo vem, tempo vira, arrasta e voa,
tempo incerto, meio lerdo se estamos meio quietos,
mas é rápido, veloz, quanto mais feliz está,
alegria se faz passageira, como o vento a passar.
Tempo dá a chance da cura, do perdão, do recomeço,
mas nos faz esquecer coisas, esse é o seu defeito.
Os momentos vão passando e deixando a memória atrás,
esse tempo brincalhão, sabe muito bem o que faz.
Se ele leva o que faz bem, leva embora o ruim também
nos livrando da dor latente, como nos livra de estar contentes.
Tempo é pai, o tempo é mãe, dá amor e ensinamento
traz a paz, traz o alívio e leva tudo a seu contento.

Nana Rothhar

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Idiotia

É como se essa vida fosse tão ínfima,
que todos os planos e traços não levassem a lugar nenhum.
A segurança não existe, ou existe e é insuportável,
inócua demais, estável demais, com tudo em vista pela frente
como se não fossemos capazes de ter expectativas,
ou não ter e esperar por vir, ou não ter e esperar pra ver.
A tranquilidade é tranquila demais, e o apego é doentio.
Precisamos de todo mundo, mas não precisamos de ninguém para existir.
O mundo passa sem a gente e a gente esperando o mundo pra passar.
Que burrice viver pelos outros quando se pode viver por si.
Que desprendimento também, mas que medo!
Que medo de estar só e de não ter ninguém!
Mas não precisa de ninguém, não precisa ter alguém!
Quando se conscientizará que medo não leva ninguém a nenhum lugar?
Antes leva a um casulo de inquietação e "se's"
que martiriza e tortura por saber que poderia não ter sido assim.
Agora volte ao seu lugar e continue aí.
Controlando, organizando, projetando, esperando,
se suicidando, se incomodando, se contradizendo, se idiotizando.

Nana Rothhaar

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Luz

E se tudo que estivesse no alto descesse e se misturasse com a insanidade do chão
como luzes decadentes que se findam em escuridão,
se todos os dias morressem como flores ressecadas sobre túmulos
que em vão tentam fazer mais belo o inevitável casebre eterno,
se todas as belas palavras proferidas se tornassem letra morta,
se todos os bons sentimentos se degradassem em martírio pela dor que não se vai,
e ainda que todas as belas canções se virassem em réquiens lamentosos
eu ainda não desistiria de ser a luz que traz a clareza às mentes,
ainda teria a paz que faz repousar a alma dessa gente,
pois sou tudo e sou infinita, como o mundo que se agita,
como o mar que reboliça, como o fogo que trepida,
como o céu que sempre grita, como eu, que sou a vida.

Nana Rothhaar

domingo, 31 de agosto de 2014

Inocência

Os primeiros amores são tão lindos e puros como o mais puro sentimento
que  nasce como uma nuvem num dia meio turbulento.
Surge meio de mansinho como quem está desconfiada
e cresce mais um pouquinho, dá até uma trovoada,
e às vezes vai como veio, ou também pode demorar
e são sempre os mais eternos, calorosos, o que nunca vão acabar.
São também os mais dolorosos, nunca achamos que vai doer tanto,
ou fazer sofrer, ou fazer amar assim.
E quando eles acabam, sempre será o fim.
E nunca será de verdade, porque amor amadurece com a idade.
O coração sempre será ingênuo quando se trata de paixão,
mas a mente coloca freio para não entrar na contramão.
Amar é uma dádiva de Deus que nos aproxima do Céu.
É tão forte e resistente como tinta no papel.
Os primeiros são inesquecíveis como o andar, o falar, o pensar.
Por mais que surjam mais outros, ele sempre estará lá...

Nana Rothhaar

sábado, 30 de agosto de 2014

?

Preciso da doce sensação de segurança
que a igualdade transmite, igualdade dos que acreditam
e que tentam, que se esforçam, que conduzem,
que são donos de si mesmos e de suas vidas
como eu sou, ao valorizar e buscar o que bem quero
com a tranquilidade aparente da confiança,
mas com a ansiedade de quem não tem certeza,
com a dúvida de quem teme se arriscar,
mas com a fé de quem enfrenta o pouco conhecido
almejando uma vida plena de paz e tranquilidade
sem a insensatez do esperar pra ver?

Nana Rothhaar