sábado, 29 de janeiro de 2011

No fim do dia...

No fim do dia era tudo exceto sobre amor.
Era sobre comoção, perdão, compaixão.
Era sobre aprendizados.
Podia ser sobre um rápido romance apaixonado.
Mas era sobre algo mais.
Algo como te fazer se sentir capaz.
Era sobre saber enxergar a pós-vida,
a pós-discussão, pós-tragédia, pós-miséria.
Era sobre compreensão.
Compreensão da razão e sobretudo da emoção.
Era sobre saber se desculpar e saber se culpar.
Era sobre abrir os braços e abraçar.
Era sobre olhar nos olhos e tudo querer enxergar.
Era sobre confiança.
Sobre deixarmos de ser criança.
Crianças esperneiam e choram.
Adultos choram, mas não esperneiam eles se importam.
Somos adultos e não finjamos o contrário.
Há tanto sobre perdas e felicidade.
Há tanto sobre coisas que levamos com dificuldade.
São coisas simples que conquistamos com emoção.
Há coisas simples que não perdoamos sem razão.
Se achamos a nossa vida muito ruim
que olhemos para o lado e abramos bem os olhos:
eles estão mais tristes que nós e ainda dizemos: "acha que me importo?".
Não sejamos tolos a ponto de culpar os outros pelo que nos acontece.
Não é nada sobre eles.
Não é nada além de ser sobre você.
No fim do dia é sobre saber se portar diante da vida.
No fim do dia é sobre saber sorrir quando poderíamos chorar.
No fim do dia é sobre se importar e consertar.
No fim do dia é sobre evolução e aprendizado.
No fim do dia não é sobre o tempo gasto.
É sobre o que fazer com o que temos em frente.
No fim do dia não é sobre amor.
É sobre viver diferente.

Nana Rothhaar

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