Não sinto amor nem ódio. Nem ao menos saudade do que ficou.
Não vejo saídas prováveis pra coisas que o tempo não apagou.
Não, não me sinto bem nem mal, nem sinto fúria ou alegria.
Sinto uma dor pulsante misturada com agonia.
Arrependimentos do passado, coisas que não consegui deixar.
Se esvai entre meus dedos a esperança de com tudo acabar.
É tristeza, descontentamento, o nome que quiser dar.
Não sei bem o que sinto e, pra mim, pouco importa falar.
Nana Roth

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