Quero te enxergar me olhando compassivamente.
Que seus olhos me intimidem e que eu fale contra eles.
Quero que sua voz seja doce por mim,
e que eu possa ser amarga quando eu quiser.
Peço que me surpreenda com uma boa notícia
e que esqueça as más, pois elas pouco me interessam.
Seja meu servo, meu capacho, meu amor,
e se renda quando eu estiver zangada ao meu desamor.
Quero poder ser fria e te congelar até os ossos
e sentir teu calor me derreter até que eu funda completamente.
E só peço isso por estar saturada pela impotência,
por ser simples e condescendente, amargamente.
Por viver infeliz na sombra de sua magnitude aparente.
Quero te maltratar e te aliviar,
pois amo ao mesmo tempo em que posso odiar.
Não me tome por tola, antes me tome por louca
e aprenda que não podes mais me subjugar.
Nana Rothhaar
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