sábado, 13 de julho de 2013

Melhorar

Queria a sorte de um amor tranquilo, um amor amigo
que não se importasse com meu grande ego, que risse comigo.
Que aceitasse a minha vaidade escondida
e que me mostrasse como aproveitar a vida.
Queria a sorte de alguém que eu pudesse gostar,
alguém bom por quem pudesse me apaixonar, notar, guardar.
Que não me repreendesse para a gente não brigar,
mas que ensinasse a mim como melhorar.
Alguém que fosse exatamente como eu,
pois me ensinaram que tudo que preciso tem que ser meu
e não vindo de alguém. Que se eu mudar,
que eu mude só por mim, não por ninguém.
Que se eu quiser ser diferente, que comece sozinha e vá em frente
e não que eu procure alguém para me completar,
pois quando esse alguém for embora, algo irá faltar
e se o que eu procuro estiver em mim, nunca me abandonará
(só se assim eu desejar). Essa lição é muito valiosa.
Ensina como valorizar quem sou agora,
buscar meu aperfeiçoamento a passos ritmados,
e lutar para conseguir o que quer que tenha faltado.
Mas ainda queria aquele amor.
Aquele que me fizesse enxergar como num espelho,
que me fizesse corrigir ou aceitar meus defeitos
porque não sou perfeita nem suficiente,
ao contrário, há muitos erros e maus sentimentos latentes
e não quero ser posta num pedestal.
Pedestal é para anjos, e eu sou uma mera mortal...

Nana Rothhaar

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