sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Martírio

Vaidade disfarçada, tristeza exacerbada,
orgulho ferido a chama, um olhar sofrido que reclama,
suas dores acumuladas no peito,
sangrando pelos olhos em lágrimas
e a culpa latente empurrada a quem tanto ama
por não poder amar si mesma, clama.
Sinto pelas feridas abertas inflamadas,
pois sei das tragédias pessoais, renegada.
Mas que culpa tenho eu por ser quem sou?
A culpa que me atribuirei quando você se for.
Sinto em mim a tristeza que te afeta,
mas a porta está aberta, venha mudar!
Vive num mundo de aparências forjadas
a ferro e fogo e martelo, a pancadas.
Não morra nesse poço cheio de água com sede.
Não vês que a salvação está ao redor?
"Mas lutar ao alto do desgaste não é animador."
É desculpa para quem se acostumou a ser sofredor.

Nana Rothhaar

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