quinta-feira, 1 de maio de 2014

Eco

É que tudo parece tão vazio
que dá pra contar as pedras no fundo desse poço,
cada gota d'água remanescente
e cada sentimento escasso, deprimente.
Como uma luz de fim de vela que acaba,
como a última palavra de um 'palavras cruzadas',
como o 'The End' no fim de um livro longo demais,
como o 'boa noite' dito há várias noites atrás.
Fica só o eco no vazio de um copo de café bebido,
de uma história ou um estudo concluído,
da companhia que embora já se foi,
de um pecado que eu esqueça e perdoe,
É bem assim. Sem recomeço pra ninguém,
ou desespero, é mais aquém.
Sem a tragédia, é quando acaba: só o fim!

Nana Rothhaar

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