domingo, 15 de fevereiro de 2015

O maior maior do mundo 2

Eu sinto falta daquela velha piada sem graça,
da risada descontrolada por causa da sua cara entediada
quando percebia que o que você dizia não me dizia nada.
Sinto falta daquele amassado jogo que a gente jogava
aquele mesmo que quando cansada você roubava
para que a gente dormisse logo e então você descansava.
Sinto falta daquela conversa da volta da escola
onde você dizia seus planos temerosos sobre o dia de amanhã
que era tão instável quanto uma coca-cola  aberta desde de manhã.
E você confiava tanto!, se entregava tanto!, tinha tantos sonhos
e então o amanhã não chegou como planejamos e esperamos.
O amanhã surgiu sem um futuro conjunto.
Terminou um dia à tarde no meio de todo mundo,
de um jeito tão completo me deixando tão vazia,
de um jeito aparentemente perverso, mas que só me ensinaria
como tudo é tão finito que se deve aproveitar cada segundo,
cada momento sem fim, cada palavra dita, cada sentimento assim...
E eu só aprendi: como ter fé e como ser forte, como ser tudo que alguém quer
como se doar, como amar, como viver sem lamentar.
E eu sinto falta de ser lida do início ao fim,
sem uma palavra, sem pistas, até os confins...
E eu sei que você está aqui. Sinto dentro de mim...
Naquele abraço que você me deu, naquela frase que me doeu
e como sempre você me salvou. Você me mostrou.
Você me amou e me desarmou.
E eu posso viver, pois você me  libertou das minhas amarras.
Até já.. até mais. Dentro do seu coração, dentro de nossas almas.

Nana Rothhaar

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