Achava que inspiração era bobagem
Escrevia quando dava vontade.
Nunca me importei com metrificação,
Nem com coisas nas quais falte emoção.
Prefiro que as palavras escapem de mim
Em um turbilhão, numa multidão.
Faz tempo desde quando escrevi
e não é porque não quis.
Faltava um sentimento forte o suficiente,
que estivesse latente, ardente,
suficientemente quente.
Senti solidão, amor, carinho, dor
mas nada que superasse o torpor.
Mudei de opinião.
Percebi que escrevo com o coração,
esteja ele sorrindo ou não.
Vivendo em alegria ou desilusão.
Nana Rothhaar




