A cada frase escritas duas palavras apagadas,
por medo de proferir palavras desgraçadas
que talvez, quem sabe, dissessem mais que o possível,
por medo de revelar o que está profundamente escondido.
A cada linha desenhada, metade é rabiscada,
a cada pensamento que se revela, dois fecham cancela
e se escondem entre os outros, seguindo a multidão
por falta de coragem de se sobressaírem no turbilhão.
Se a ingenuidade é companheira da coragem
é que não souberam me explicar tal lealdade,
pois convivo face a face com o temor
de enfrentar o mundo todo por amor.
NanaRothhaar
É aqui onde exponho ideias, pensamentos, textos próprios (na grande maioria das vezes) e de outros autores. Enjoy it thinking with me!
quarta-feira, 27 de maio de 2015
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Sonhos
Se eu acreditasse no impossível eu pularia pra fora da minha vida,
viveria como nunca pensei, viajando em meio a devaneios loucos,
seria a mais feliz das criaturas por saber que não tenho planos.
Eu seria livre, leve e emocionante. Eu sorriria para Deus ao amanhecer.
Eu saberia que nunca teria certeza de nada e seria a mais agradável das sensações.
Seria como acordar cada dia num mundo diferente, em outro corpo,
em outra dimensão, em um lugar diferente que me traria o fogo da vida.
Eu seria alguém que nunca terei coragem de ser e seria plena.
viveria como nunca pensei, viajando em meio a devaneios loucos,
seria a mais feliz das criaturas por saber que não tenho planos.
Eu seria livre, leve e emocionante. Eu sorriria para Deus ao amanhecer.
Eu saberia que nunca teria certeza de nada e seria a mais agradável das sensações.
Seria como acordar cada dia num mundo diferente, em outro corpo,
em outra dimensão, em um lugar diferente que me traria o fogo da vida.
Eu seria alguém que nunca terei coragem de ser e seria plena.
domingo, 10 de maio de 2015
Pesar
O benefício da dúvida é dado àqueles de quem se espera algo. Quando não esperam nada, não se permite, não se questiona, não se dá chances. A falta de conhecimento é uma bênção e uma tragédia. A bênção de ser inocente perante as situações é uma dádiva que nos torna cegos ao mundo. A tragédia de julgar sem entender, sem aprimorar o olhar é tão pesada que martiriza o apontador; que pesa e fere. E a quem se preserva dos olhares mundanos e carregados de julgamentos e conceitos pré estabelecidos isso só se configura como pesar. Pois perceber que as pessoas podem ser tão pequenas em seus desejos e planos pode ser decepcionante!
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Vendo o mundo diferente
Se cada lado de mim fosse apenas menos pesado
eu desmoronaria como um prédio abandonado aos ratos.
Se eu fosse apenas um pouco mais leve
aí sim conseguiria caminhar.
Mas eu carrego pesos desnecessários que não consigo delegar
e fico aqui presa, sempre no mesmo lugar.
É triste o meio de quem não entende
que cada um caminha para o fim que escolheu.
E eu impondo ao mundo minhas escolhas tendenciadas
vivo falando besteiras para quem escolheu não me ouvir em nada.
E só o que anda errado mesmo
é o meu modo de ver o mundo além de mim.
Mas mesmo assim, sabendo que isso precisa mudar,
não vou alterar o jeito como lido com meu coração.
Para isso não aceito opinião.
E que seja tolice, arrogância, intolerância ou pretensão.
Que junta meus cacos sou eu, não é mais ninguém não.
Nana Rothhaar
eu desmoronaria como um prédio abandonado aos ratos.
Se eu fosse apenas um pouco mais leve
aí sim conseguiria caminhar.
Mas eu carrego pesos desnecessários que não consigo delegar
e fico aqui presa, sempre no mesmo lugar.
É triste o meio de quem não entende
que cada um caminha para o fim que escolheu.
E eu impondo ao mundo minhas escolhas tendenciadas
vivo falando besteiras para quem escolheu não me ouvir em nada.
E só o que anda errado mesmo
é o meu modo de ver o mundo além de mim.
Mas mesmo assim, sabendo que isso precisa mudar,
não vou alterar o jeito como lido com meu coração.
Para isso não aceito opinião.
E que seja tolice, arrogância, intolerância ou pretensão.
Que junta meus cacos sou eu, não é mais ninguém não.
Nana Rothhaar
terça-feira, 21 de abril de 2015
Like me
Se eu não estivesse ocupada demais percebendo o mundo ao meu redor
perceberia que o seu mundo podia estar em minhas mãos.
Mas eu não vivo de paixão nem de emoção.
Eu vivo de pensamentos tolos cheios de razão
que me impedem de fazer o que faria um ser humano normal.
Mas eu acho o normal muito banal e valorizo mais o meu lado intelectual.
Se eu pudesse desdizer minhas palavras e rescindir os meus contratos
firmaria um juramento com você, que ao que parece é o melhor que poderia ter.
Mas eu sou exigente demais para me conformar comigo mesma,
então dificilmente me conformaria com alguém.
E não é nada pessoal, nem com você nem com outrem.
É que admito ser muito pouco convencível, muito menos contornável
e isso me deixa mais ou menos incontrolável.
Então perdoe-me pela análise friamente calculada de mim.
Mas é que fico muito confortável assim.
Acho que não nasci para o amor
e a cada dia me convenço um pouco mais que o trabalho puramente me satisfaz.
Talvez eu seja mesmo esse robô que pintam como quadro de quem sou.
E talvez você não tenha conseguido ser emocionalmente racional o suficiente
para desconcertar meu mundo teoricamente programado.
É uma pena. Eu teria adorado.
Nana Rothhaar
perceberia que o seu mundo podia estar em minhas mãos.
Mas eu não vivo de paixão nem de emoção.
Eu vivo de pensamentos tolos cheios de razão
que me impedem de fazer o que faria um ser humano normal.
Mas eu acho o normal muito banal e valorizo mais o meu lado intelectual.
Se eu pudesse desdizer minhas palavras e rescindir os meus contratos
firmaria um juramento com você, que ao que parece é o melhor que poderia ter.
Mas eu sou exigente demais para me conformar comigo mesma,
então dificilmente me conformaria com alguém.
E não é nada pessoal, nem com você nem com outrem.
É que admito ser muito pouco convencível, muito menos contornável
e isso me deixa mais ou menos incontrolável.
Então perdoe-me pela análise friamente calculada de mim.
Mas é que fico muito confortável assim.
Acho que não nasci para o amor
e a cada dia me convenço um pouco mais que o trabalho puramente me satisfaz.
Talvez eu seja mesmo esse robô que pintam como quadro de quem sou.
E talvez você não tenha conseguido ser emocionalmente racional o suficiente
para desconcertar meu mundo teoricamente programado.
É uma pena. Eu teria adorado.
Nana Rothhaar
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Solidão
O meu destino é ser tecnicista demais para suportar as trivialidades do amor.
E ver os idiotas aproveitando os frutos doces da ignorância
como quem prova a bela maçã proibida e nem ao menos sabe que ela lhes custou a vida.
Meu destino é ser a franqueza e não reconhecer a fraqueza.
É acreditar naquilo que não acredito que me chegará.
É viver em solidão esperando uma paixão que não reinará em meu coração.
É me alegrar pelos meus próximos que acreditam sem duvidar,
que se arremessam sem medir distância e que não se importam em se machucar.
O meu duro coração se despedaçaria com a decepção que voltaria contra mim
no momento que eu percebesse que eu relutantemente cedi
e então fui devorada por mostrar a flor às abelhas que não ligam para o meu fim.
E aí eu me culparia por ser tola e tão medíocre, e ser inocente e humana demais.
Seria um desastre, ora então! É por isso que esqueci onde está a chave do meu coração.
Nana Rothhaar
E ver os idiotas aproveitando os frutos doces da ignorância
como quem prova a bela maçã proibida e nem ao menos sabe que ela lhes custou a vida.
Meu destino é ser a franqueza e não reconhecer a fraqueza.
É acreditar naquilo que não acredito que me chegará.
É viver em solidão esperando uma paixão que não reinará em meu coração.
É me alegrar pelos meus próximos que acreditam sem duvidar,
que se arremessam sem medir distância e que não se importam em se machucar.
O meu duro coração se despedaçaria com a decepção que voltaria contra mim
no momento que eu percebesse que eu relutantemente cedi
e então fui devorada por mostrar a flor às abelhas que não ligam para o meu fim.
E aí eu me culparia por ser tola e tão medíocre, e ser inocente e humana demais.
Seria um desastre, ora então! É por isso que esqueci onde está a chave do meu coração.
Nana Rothhaar
sexta-feira, 27 de março de 2015
A dor que trago me mim
A dor que trago em mim é tão refinada
que chego a desconfiar do meu próprio sentimento.
É tão sutil, mais sutil que a brisa soprada,
mais sutil que o mais simples dos ventos.
Cresce aos poucos enraizando como alga
que de tão suave e singela nem é notada
e de repente domina toda a base, infesta.
Ela é doce, tão doce que nauseia,
com um toque acre que rememora
que algo não está onde deveria, e não refreia.
Cada pequena parte é essencial para exercer domínio,
pois sob o comando total e legítimo
muitas vezes não sou capaz de renegar.
É que cada mero comando, por mais que seja ínfimo
parece tão certo que não consigo evitar...
E meu corpo passa a ser um lugar insalubre de se resguardar
cada simples sentimento que queira então reacender
as fagulhas de esperança que sei que deveria ter
e se torna tão difícil de me levantar...
É pulsante, latejante como o ritmo da minha própria vida.
É incessante e incansável a dor que me agita.
E ela é apenas tão doce... tão difícil de ser esvaída...
Nana Rothhaar
que chego a desconfiar do meu próprio sentimento.
É tão sutil, mais sutil que a brisa soprada,
mais sutil que o mais simples dos ventos.
Cresce aos poucos enraizando como alga
que de tão suave e singela nem é notada
e de repente domina toda a base, infesta.
Ela é doce, tão doce que nauseia,
com um toque acre que rememora
que algo não está onde deveria, e não refreia.
Cada pequena parte é essencial para exercer domínio,
pois sob o comando total e legítimo
muitas vezes não sou capaz de renegar.
É que cada mero comando, por mais que seja ínfimo
parece tão certo que não consigo evitar...
E meu corpo passa a ser um lugar insalubre de se resguardar
cada simples sentimento que queira então reacender
as fagulhas de esperança que sei que deveria ter
e se torna tão difícil de me levantar...
É pulsante, latejante como o ritmo da minha própria vida.
É incessante e incansável a dor que me agita.
E ela é apenas tão doce... tão difícil de ser esvaída...
Nana Rothhaar
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