Não são seus outros atributos, é apenas seu olhar.
Olhos doces, olhos castanhos de mel, olhos sutis como o azul do céu.
Olhos de perdão, de compaixão, de compreensão.
De entendimento, de comprometimento.
Perdi-me na intensidade do seu olhar a me fitar, a me fixar no meu lugar.
Olhos que têm o poder de me fazer levitar.
Nesses não há segredos ocultos como os de outrora.
Não há mistérios insondáveis nem sentimentos incontáveis.
São lagos rasos, não mares turbulentos.
São pontos de calmaria, não templos barulhentos.
Os amo como ao amor. Ambos me transmitem calor.
Ah! que olhos compassivos! Não canso de dizer isso.
Olhos de acalento, de arrebatamento.
Condescendentes, benevolentes.
Os amo como amo amar. É complicado explicar.
Não é coisa de se falar, é de se sentir.
E eu nunca me senti assim...
Nana Rothhaar
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