Escrevo sobre coisas que conheço, que sinto, que vejo. Ou não faço.
Pode ser sobre coisas alegres, tristes, coisas das quais me agrado.
E hoje falo de você. Não era pra ninguém saber, mas mesmo assim vou dizer.
Ainda não é algo que está em meu coração; se passa na minha mente.
Meu pequeno ciúme é fruto da velha possessão.
Após o "fatídico" dia, o qual venho sempre a recordar, não consigo parar de pensar...
Não é tão gracioso nem belo, nem me faz ficar presa a seus olhos como a um elo,
mas é encantador com seu próprio jeito de ser; percebi isso repentinamente, sem querer.
É mais forte e decidido - isso é apenas o que tenho visto, não tirem conclusões pelo que digo.
Não o conheço, não o mereço, logo digo o que vejo, o que imagino, o que acredito.
Às vezes minha mente faz isso comigo.
Ah! que sarcástico! Já cheguei a ficar constrangida, mas jamais me dei por vencida.
O de outrora jamais faria isso. É o que penso, cá comigo.
Enfim, em suas semelhanças são diferentes, dão um nó na cabeça da gente.
Do carinho ao sarcasmo, da intensidade à clareza,
da calma à indagação, da simplicidade à explosão.
São tão próximos e tão distantes, como as coisas que se passam em meu coração.
Nana Rothhaar
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