Não acredito em fantasias.
Desde aquele dia, em que você me olhando, sorria
se foi, da noite pro dia
e me deixou sozinha, em agonia.
Sofri, quem não sofreria?
Ao lembrar que seu abraço me protegia
ao sentir a falta que você fazia
eu recordava os momentos em que eu realmente vivia
e acreditava que a dor iria
e chegaria até você, te tocaria
e faria seu coração doer, como o meu doía
e te faria voltar pra mim, voltaria?
Qual motivo te traria?
Amor ou pena? Você o faria?
Será que voltaria só por que me magoou, voltaria?
Acabaria com meu amor próprio, acabaria?
Isso eu não quereria.
Se voltasse para mim que fosse porque que amaria
como nunca amou, me adoraria.
Como nunca me abraçou, me abraçaria,
como nunca me beijou, me beijaria
como nunca me fez bem, me curaria
e me traria para a luz, me reviveria.
E com esses pensamentos eu dormia.
Acordava, trabalhava, vegetava, não vivia.
E decidi viver comigo mesma, um belo dia.
E desde então vivo para me fazer feliz, com sabedoria.
Apaixonada pela vida, pela natureza, pela arte, cheia de euforia.
E com o coração reformado e desiludido, renascia.
Não acredito em fantasias.
Mas acredito em mim, pois sou real, sou beleza, sou melodia.
Nana Rothhaar
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