A tristeza sempre foi uma melhor companheira.
Ela me inspira a pensar em como sou pequena e vazia.
Vazia de definições e de preceitos,
e como quebro minhas regras em meu próprio desrespeito.
Desrespeito a mim e respeito a quem eu gosto,
pois percebo que muito de mim se preocupa consigo próprio.
Percebo que dito objetividade e franqueza pura
como se isso viesse a calhar para tudo como cura.
Mas são pedras que se lança ao irmão sem piedade
que esmaga e fere a pele, quando não a liberdade.
Que lhes tolhe a alegria e o bem conviver com outros
e se não forem entregues que lançadas dão desgosto.
E eu parto do princípio de viver dona de mim.
Mas será que é preciso machucar pra ser assim?
Ou talvez essas pessoas sejam mais fortes do que pensei
e exagero diminuindo a fortaleza em vocês.
Sei apenas que preciso sempre de explicação.
Não se tomam decisões sem motivo, sem razão.
E será que eu, comigo, sou razão suficiente?
Mal consigo pensar, e processar a minha mente...
Nana Rothhaar
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