domingo, 24 de agosto de 2014

Labirinto

Viver. É tão difícil mais que sobreviver.
Não sou uma fogueira acessa, sou um isqueiro de cabeceira.
Queria poder dizer que não me arrependi, que eu fui feliz,
mas vivo a apenas existir e sem marcar.
O que é a minha vida além de preencher calendários mensais?
Posso marcar o mundo, mas não mudei nada em mim.
E foi assim que eu parti? Foi assim que terminou?
Eu nem vi e já chegou! Nem olhei pro lado e o tempo acabou!
Queria a esperança de recomeçar todo dia.
De não saber o que fazer e mesmo assim sorrir pro sol.
Queria saber fazer da minha vida um labirinto sem fim
e quando o dia terminasse eu não saberia de onde vim,
mas não seria uma reta chata sem curvas e muito exata.

Nana Rothhaar

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